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POST 25 – 24.03.2021

  • Foto do escritor: Lierson José Godinho Brígido
    Lierson José Godinho Brígido
  • 24 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

O que mudou nestes quase 12 meses do transplante?


Amanhã comemoro 12 meses desde que fiz o transplante de medula óssea na Beneficência Portuguesa. O tempo passa mesmo muito rápido! E saber que 10 meses antes dessa data eu não tinha a menor ideia de que estava com um problemão de saúde ...


Relembrando, foi num longínquo (agora) junho de 2019 que identificamos, após um exame de sangue, que havia algo errado com a minha saúde. Tudo porque apareceu um número bastante baixo de plaquetas no exame feito no Pronto-Atendimento da Prevent Senior localizado na Av. Francisco Morato. Investigações feitas posteriormente indicaram a Síndrome Mielo Displásica (SMD) e sua rápida evolução para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Daí para planejarmos o transplante, que graças à Deus se deu em um curto espaço de tempo pela compatibilidade de medula que tenho com dois de meus irmãos, foi questão de ajustar parâmetros ainda desfavoráveis dos exames, com uso de medicação adequada.


Feito o transplante, dada a pega da medula, o que aconteceu nestes quase 12 meses de transplante? Há que se ressaltar que tudo ocorreu em meio (na verdade quando se iniciou mais seriamente) à pandemia do COVID-19, que na ocasião era desconhecido em termos de potencial de contaminação e de letalidade.


Algumas intercorrências, como narrei em posts anteriores, e a mudança inicial de hábitos alimentares por algum tempo. Depois disso, com os exercícios físicos e a melhora nos resultados dos exames de sangue, espaçamos as coletas e diminuímos os tipos e quantidades de medicamentos. E obviamente, demos início ao processo de vacinação contra as doenças humanas, desde o “Zé Gotinha” até as mais recentes, que são contra a gripe. Esse calendário ainda se estende por mais alguns anos, mas as principais vacinas já me foram administradas.


E falando em vacinas, na semana passada, após eu ter tomado a segunda dose de duas deles, apareceu uma febre constante (em torno do 38 graus), que insistia em permanecer mesmo sem nenhum outro sintoma. Por precaução meu médico me pediu para coletar o PCR-Covid, que, graças à Deus, deu negativo. Há 3 dias a febre sumiu e tudo retornou ao normal ... novo normal!


Falta ainda tomar a vacina contra o COVID-19, que virá no tempo certo, em função de minha idade – deve ocorrer em meados de abril, pelo menos a primeira dose. Tirando isso, tudo o que vivi não deve ter sido diferente do que a maioria das pessoas viveu: isolamento, cuidados com a higiene e a proteção, restrição de ida a ambientes e muita TV e muitos livros. Obviamente além das atividades profissionais, que graças à Deus puderam ser levadas de forma remota. E à continuidade de meu curso noturno de Direito, que me ajuda tanto em conhecimentos como a passar o tempo.


Desesperança? Não, nem um dia! O segredo é viver um dia após o outro e ter confiança de que você superou essa doença. Com a ajuda de muitos, física (recebi sangue da medula de meu irmão), espiritual (orações e novenas) e na forma de sinais de amizade de familiares e amigos (desejos de sucesso e pronto restabelecimento, ligações e bate-papos). O que virá daqui para frente? Em 3 semanas comemorarei um ano da pega da medula – minha segunda data de nascimento. E depois disso, o que Ele me reservar.


Viva a vida!

 
 
 

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2 commentaires


marlene.suzuki
26 mars 2021

Lindo texto menino - belo depoimento - parabéns - da para sentir a sua alegria. Continuam as nossas orações, agora, porém, são de agradecimento. Marlene Suzuki - 74 anos.

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joseep
24 mars 2021

muito bom meu caro amigo Lierson, parabéns pela lição. E também para a Viviane que lutou muito ao seu lado. Continue firme meu caro. Lendo o seu depoimento lembrei-me das tardes em que íamos em sua casa jogar truco, lembra? como naqueles tempos, temos que ter a confiança de que 'os sonhos não envelhecem' e que sempre teremos a mão Dele a nos guiar. Um grande abraço neste seu novo primeiro ano de vida. Virão muitos mais, tenha certeza. Abração. (Zédú Paccola)

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